“Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido.” (1 Samuel 16:6)
Samuel se enganou. Bem no meio de uma missão dada por Deus, um homem de Deus sério, num momento sério, havia orado, estava consagrado, cercado de gente de Deus – e ainda assim errou feio. Notemos que a palavra chave ali é CERTAMENTE, porque ter dúvida não seria problema. Eu e você certamente já devemos ter passado por isso algumas (muitas) vezes. Repletos de convicção, cheios de razão e na maior onda do “foi Deus que mandou” nos tornamos incapazes de ver o erro que estamos cometendo. Como é enganoso o coração do homem. Como a gente embarca em situações muito sérias somente por termos convicção. Para Glória de Deus, Samuel não se precipitou e acabou por ouvir a voz de Deus a ponto de pode agir corretamente, mas comigo pelo menos nem sempre foi assim. Evidentemente precisamos de convicção para o que estamos fazendo. Não podemos ser contra a convicção, afinal é a paz de Cristo que deve ser o árbitro do nosso coração. Mas isso não significa que, se temos convicção, tudo está certo e vai acabar bem, pois o coração do homem engana. Como devemos agir então? Como evitar de cometer um erro que poderá impactar todo um reino, como no caso do profeta Samuel? Primeiro, devemos controlar nossa ansiedade e esperar Deus se manifestar, como Samuel fez. Enquanto Deus não falou ele não ungiu ninguém, apenas ficou com sua certeza interior ali, latente. Segundo, precisamos olhar as circunstâncias ao nosso redor. Samuel gostou de Eliabe apenas porque era o primogênito e era um rapaz forte e valente, um guerreiro. Ou seja, o retrato de Saul, a quem Deus rejeitara. Terceiro, não custa lembrar que, mesmo convicto da decisão errada, Samuel seguiu todo procedimento para chegar até ali. Em suma, podemos e devemos ter convicção sim, mas nunca confiar nela como único critério para discernir o que Deus quer de nós. “Pai, eu quero ter total convicção de tudo que faço pra Ti, mas nem por isso quero ter razão se o Senhor tiver outros planos. Ensina-me a ser humilde e te ouvir.” (Mário Fernandez)



















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