A crise é uma situação aflitiva e imprevisível. Segundo Ana Maria de Almeida¹, a crise pode serdefinida “como um estado de desequilíbrio emocional, por conta do qual a pessoa se vê incapaz de superar utilizando os recursos de enfrentamento dos quais habitualmente costuma lançar mão em situações que a afetam”. Ela afirma também que “as crises que por vezes invadem nossas vidas podem acontecer com qualquer pessoa. Sejam violentas, incômodas, concretas ou apenas subjetivas, as crises quase sempre têm o poder de abalar a força interior, trazendo debilidade, desânimo, desespero e até mesmo o enfraquecimento da fé”.
a) A crise nos leva à reflexão
b) A crise nos desafia na utilização de nossas habilidades
c) A crise nos tira da acomodação
Muitas pessoas confundem contentamento com preguiça. Paulo, falando aos efésios, no capítulo 4, versículo 11, disse que “aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação”. Ele não estava dizendo para os efésios não terem alvos. Ele estava dizendo que, mesmo que os seus alvos não tivessem sido alcançados, ele estaria feliz”. O contentamento não é sinônimo de acomodação. A crise nos obriga deixar a preguiça de lado e nos faz partir para o serviço.
d) A crise nos torna humildes
Em 1 Pedro 5.5,6, o texto sagrado diz: “... sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte”.
Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “humus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade”. No livro de Jó 10.9 há um reconhecimento da origem do homem: “Peço-te que te lembres de que, como barro, me formaste, e de que ao pó me farás tornar”. A crise nos ensina que precisamos nos humilhar, reconhecendo que somos dependentes de Deus.
A criatividade é a capacidade que temos de criar. Ela nos permite construir soluções inovadoras. Na crise transformamos o medo e a ansiedade em força. Encontramos alternativas e novos caminhos.
g) A crise melhora nosso relacionamento humano
Dependemos mais das pessoas. Nos tornamos mais agradáveis e receptivos. G.Ernest Wrigth, erudito do Antigo Testamento disse que: “Segundo o AT, a maior maldição que pode recair sobre o homem é estar sozinho”.
h) A crise nos aponta para um momento melhor
O lado bom da crise é que depois dela vêm a bonança. Quando a crise passar, certamente seremos melhores que antes. A experiência adquirida na adversidade é de valor inestimável.
i) A crise nos desperta para a realidade
Saímos do imaginário, da ilusão, e passamos à viver de forma realista. Entendemos que a crise que enfrentamos não será a última, mas, que outras virão adiante. Ela nos prepara para enfrentarmos as dificuldades futuras de forma mais inteligente.
¹ ALMEIDA, Ana Maria de. Como superar crises: Lições para uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: Danprewan, 2011.
Fonte: Eliel dos Santos Gaby. A arte de influenciar pessoas e administrar crises - Liderança e Gerenciamento de Crises à luz da Palavra de Deus.




















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